Próximo ataque WannaCry pode custar US$ 2,5 bi às seguradoras

As empresas que oferecem seguros contra crimes cibernéticos não tiveram que pagar resgates caros nos ataques que recentemente abalaram empresas em todo o planeta. O próximo vírus mundial poderia mudar isso.

“É muito provável que vejamos nos próximos meses um incidente que afetará seriamente as seguradoras”, disse Graeme Newman, diretor de inovação da CFC Underwriting, em uma entrevista. “Bastaria algo com o amplo alcance do WannaCry e a força destrutiva do Petya para custar às seguradoras que oferecem cobertura contra hackers cerca de US$ 2,5 bilhões, o equivalente a um ano inteiro de renda bruta no mercado.”

A Reckitt Benckiser Group reduziu sua projeção de vendas no ano cheio na quinta-feira, depois que um ataque cibernético global no mês passado interrompeu a produção e a distribuição da Air Wick, fabricante de purificadores de ar, e da Dettol, de produtos de limpeza. Esta foi a primeira indicação detalhada do impacto financeiro sofrido por uma grande empresa. A gigante dinamarquesa da navegação A.P. Moller-Maersk, que precisou desativar sistemas de suas operações para conter o ataque, afirmou que ainda é cedo para prever o impacto sobre seus resultados.

Os hackers podem aprender a desenvolver ferramentas ainda mais perigosas após ataques como o do vírus WannaCry, em maio, e o ataque Petya, que causou estragos na Europa em junho ao congelar o acesso a computadores e possibilitar que os atacantes exigissem resgate para desbloquear os sistemas. Esses acontecimentos não resultaram em demandas de seguro significativas porque não afetaram muitas empresas nos EUA, onde atualmente se localiza mais de 90 por cento do mercado de seguro cibernético, disse Newman.

 

07/07/2017

(Bloomberg)



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